segunda-feira, 15 de julho de 2013

OSWALDO ARANHA - O BRASILEIRO QUE AJUDOU A CRIAR O ESTADO DE ISRAEL


Considerado solo sagrado pelos cristãos, o Estado de Israel foi estabelecido em 1948, e um brasileiro deu o voto decisivo para essa criação: Oswaldo Aranha.
Eis que chamarás a uma nação que não conheces, e uma nação que nunca te conheceu correrá para ti, por amor do SENHOR teu Deus, e do Santo de Israel; porque ele te glorificou.
Isaías 55:5
Quem foi Oswaldo Aranha?
Foi um político e diplomata brasileiro. Nasceu no Rio Grande do Sul, em fevereiro de 1894. Formou-se em advocacia no estado do Rio de Janeiro, morou em Paris e depois voltou ao Rio Grande do Sul, onde atuou como advogado, antes de entrar na política.
Registros da história dão conta de que Aranha era sempre diplomático. Conseguia resolver desde questões simples de vizinho até grandes conflitos políticos.
A sua forma de atuar, seja na vida pública e até com amigos, levou o seu nome a se projetar nacionalmente. Assim, o estado do Rio Grande do Sul se tornou pequeno para a sua forma de ver a vida.
Amigo do ex-presidente Getúlio Vargas, ele agiu nos bastidores, organizando o levante que culminou na queda de Washigton Luís, na Revolução de 1930.
Com a vitória do movimento, Aranha negociou com a Junta Militar, no Rio de Janeiro, a entrega do Governo a Vargas. Foi o primeiro ministro da Justiça do Brasil, depois ministro da Fazenda, até que, em 1934, aceitou o cargo de embaixador brasileiro em Washington, nos Estados Unidos, onde atuou em defesa das relações brasileiras com aquele país. Foi um dos embaixadores brasileiros mais prestigiados no cargo. Tornou-se amigo pessoal do  então presidente Franklin Roosevelt (1933-1945).
De volta ao Brasil, exerceu outros cargos públicos, entre eles de ministério das Relações Exteriores. Presidiu várias conferências importantes, que mudaram a história mundial. Em 1944, saiu da cena política e voltou a dedicar-se à advocacia.
O nascimento de uma nação
Em 1947, Oswaldo Aranha foi designado como chefe da delegação brasileira na recém criada ONU. Ele foi secretário da organização por 2 anos.  Em novembro de 1947, a Assembléia Geral da ONU se reuniu em Nova Iorque para dividir a Palestina (que estava sob o domínio britânico) em dois estados: um judeu e outro árabe. Para a aprovação da partilha, os judeus teriam que ter pelo menos dois terços dos votos. De um lado, os árabes não concordavam com a partilha. Do outro, os judeus queriam a sua terra. Ambos buscavam aliados. Assim, 2 dias depois, eles se reuniram novamente, mas sem nenhuma perspectiva de resolução.
Aranha, que presidia a sessão, quebrou todos os impasses para os que não queriam a divisão. No final, diante do empate entre árabes e judeus, coube então a esse brasileiro o voto decisivo para a criação do Estado de Israel.
E assim, em 14 de maio de 1948, depois de uma espera de 1,878 mil anos, os judeus ganhavam uma pátria, reescreviam a sua história e voltavam à terra prometida, porque o voto de um brasileiro foi decisivo para a sua criação.
Por ter sido um dos articuladores do Estado de Israel, em sua homenagem há uma rua em Tel-Aviv, capital israelense, que leva o seu nome.
Entenda por que o povo judeu havia perdido a pátria
A cidade de Jerusalém foi transformada num centro religioso pelo rei Davi, que se propôs a construir um templo para Deus, que só foi erigido pelo seu filho, Salomão.
Mas o povo pecou, cultuando outros deuses, e a cidade foi destruída por volta de 721 antes de Cristo (Leia na Bíblia 2 Reis 25.9). Começa então a diáspora judaica (idolatria e rebeldia do povo de Israel e Judá para com Deus, o que fez com que eles fossem tirados da terra prometida e ficassem dispersos pelo mundo até que retornassem à obediência), com a invasão babilônica.
O segundo templo foi reconstruído 70 anos depois, sob o comando de Zorobabel (Esdras 3.8-13)
Em Mateus 24.2, Jesus prediz a destruição do segundo Templo: “Não vedes tudo isto? Eis que não ficará aqui pedra sobre pedra.”
E a profecia se confirmou por volta do ano 70 depois de Cristo, quando os romanos invadiram a Palestina e destruiram  a cidade de Jerusalém. E com essa nova diáspora, os judeus ficaram sem pátria.
Mas havia uma promessa que eles teriam a sua terra de volta. E o brasileiro Oswaldo Aranha teve participação fundamental nisso.



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